
Nas turbulencias deste mar revolto…
Nas cinzas desta erupção…
Segue o ser….
No seu barco sem leme.
Pelo vento a navegar.
Nas águas turvas da vida.
Nas nuvens escuras a trovejar.
Não há terra a vista.
Há apenas o ar a indagar…
Por quanto tempo ainda….
Necessitará remar.
Remar na fúria do vento
Com as águas no quase afundar.
Essas aguas que agora se confundem com as lágrimas.
Na intençao de apaziguar as mágoas.
De um coraçao a sangrar….
De um intelecto a indagar….
Do porque, do porque do Ser
Ainda aqui estar.
01-4-2026 22 horas