
O eu pequeno se perdeu.
O eu pequeno chorou.
O eu pequeno chafurdou….
Se esqueceu
Enfraqueceu…
E chorou…..
Chorou lágrimas sentidas…
De vidas em vidas….
A procurar a saída da dor.
Que se fez na procura do amor!
Na procura da paz.
Da felicidade…
De eras em eras
De idas e vindas.
Na ilusão.
Pelo Coraçao.
Pela emoção.
Se fez prisioneiro…
Prisioneiro de si mesmo.
Porque insistiu na vida.
Vida terrena.
Vida ilusória.
Onde fez memórias….
Difíceis de libertar….
Libertar das amarras.
Que o próprio criou.
Por medo de ser.
Por medo de crer.
A grandeza que é.
Hoje porém….
Na turbulência incontida do caos,
Liberta-se do pequeno eu..
E o grande EU faz renascer.
Para a verdadeira vida
Que não é a lida
Deste caminhar.
Caminhar tropego
Por não querer enxergar
Que não adiante….
Mas sim aqui, consiga vislumbrar.
O que ainda não acredita
Mas está a buscar
O que realmente após tantos eons
À saída chegar.
Eroni Lupatini EM 12-5-26